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 A EMPRESA

FERRO GUSA - UNIDADE DE PRODUÇÃO
CONTROLE DE QUALIDADE
PLANEJAMENTO
RESPONSABILIDADE SOCIAL
 
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MARABA
 

A Fundação da Cidade

Devido a conflitos com o Coronel Carlos Leitão e a malária que atacava os habitantes do BURGO, Francisco Coelho da Silva, originário de Grajaú (MA) e seu sócio Francisco Casemiro de Souza, construíram um "Barracão Comercial" no Pontal - confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas, inaugurado a 07 de junho de 1898 com o nome de "Marabá", em homenagem ao grande poeta maranhense Gonçalves Dias, do qual era admirador. Nessa época esta região pertencia a Baião.

Com a inauguração do Barracão que fora dividido em comércio, depósito, residência e amplo espaço para festas, começaram a chegar aventureiros de outras regiões, em busca de riquezas ou mesmo de sobrevivência, já que a exploração do CAUCHO, primeira riqueza extrativa da região se expandia. Logo, ao redor do barracão MARABÁ, ia se formando um aglomerado de residências rústicas, típicas da época. Posteriormente esse aglomerado foi se transformando em vila.

E assim surgia Marabá, como uma obra da magia, na foz escura do rio Itacaiúnas.

início do Período 1897 a 1900

A exploração do Caucho, atraiu multidões de homens, vindos principalmente do nordeste e do norte de Goiás.

Entre os aventureiros destacaram-se desde o início os comerciantes, muitos deles vindos de Grajaú (MA), importante centro de comercialização de gados e peles. Eram os comerciantes que traziam para os caucheiros os equipamentos necessários para adentrarem nas matas, entre eles Francisco Coelho e Francisco Casemiro. Eram eles ainda que compravam a matéria prima coletada: as pranchas de leite coagulado, o látex do caucho.

Morre em situação de penúria o Coronel Carlos Leitão no dia 13 de abril de 1903, fato qua assinalou o fim do "Burgo do Itacaiúnas" e a mudança dos últimos moradores do Pontal.

Com o crescimento da exploração do Caucho e a migração desordenada da população, foram surgindo os conflitos. As brigas e os atritos se originavam por qualquer discussão sem importância. A lei e o direito eram ditados pela voz do rifle. A autoridade era o patrão que dispusesse do maior número de seringueiros ou capangas. Os tiroteios e as desordens eram constantes, mas o de maior repercussão aconteceu em 1904, entre dois grupos armados e apoiados pelos patrões Francisco Casemiro e Celso Bandeira, este último fugiu após ter perdido um de seus homens, morto no local. Devido a essas brigas o governo do Pará decretou, em 1904, a transferência da sub-delegacia, do Burgo para a Vila Marabá, que nessa época contava com 1500 habitantes e exploradores de caucho. Em 1906, uma grande enchente destruiu os casebres e barracões comerciais da vila Marabá, alguns moradores até pensaram em mudar da vila, mas como a localização era excelente para as transações comerciais, tudo foi reconstruído.

Um grande conflito ocorreu no ano de 1908, envolvendo comerciantes sírios e libaneses com o comerciante goiano Norberto de Melo, em consequência o governo do Pará enviou um representante para mediar a questão. Nessa época foi criado o município de São João do Araguaia, desmembrado de baião. A Vila de Marabá fica pertencendo ao novo município.

Chegava a Marabá a família Mutran, vinda de Grajaú(MA). Com o declínio da produção de caucho, cresce a extração da castanha-do-Pará e também o interesse do mercado mundial pelo produto. Marabá na época tinha como intendente o Sr. João Anastácio de Queiroz (1920-1930).

Em 1922, o município de São João do Araguaia é extinto e seu território é anexado ao de Marabá no ano seguinte.

Pela Lei Estadual Nº2.207, de 27 de outubro de 1923, o governo do Pará eleva a Vila de Marabá e sede do município, desde 5 de abril de 1913, à categoria de cidade. A solenidade de instalação em Marabá, deu-se a 13 de maio de 1924. Na época, a população local era estimada em 2.000 pessoas.

Forma-se em Marabá, no ano de 1925 a Associação Marabaense de Letras, reunindo as pessoas cultas da cidade: o Juíz Dr. Ignácio de Souza Moitta, o Dentista Francisco de Sousa Ramos, o Farmacêutico Manoel Domingues e o Poeta Lauro Paredes. Essa Associação publicou três números de uma revista intitulada "Marabá".

Uma grande enchente em 1926 inundou a cidade, destruindo casas e expulsando todos os moradores.

A partir de 1927 Marabá passou a ser o maior produtor de castanha da região tocantina. Em 1928 foi fundada a primeira loja maçônica de Marabá: "Firmeza e Unidade marabaense", com 22 membros. Em 1929 a cidade recebe iluminação, graças a uma usina movida a lenha.


Marabá sofre intervenção, o Interventor é Acindinho Monteiro Nunes (1930-1932). Época em que aumentava a exploração e exportação da castanha, que era vendida para os Estados Unidos e Inglaterra.

Estes acontecimentos contribuíram para o aumento da população e a necessidade de construção de mais casas comerciais para atender os anseios de seus habitantes. Em 1931 foi inaugurado o mercado Municipal. Era dele que saia a carne para abastecer a cidade. Até então, os rios eram o único acesso a Marabá, e o transporte era o barco.

Ainda em 1931, chegava a Marabá o primeiro hidroavião utilizado no transporte de carne bovina para Belém.

O crescente comércio da castanha e a difícil navegabilidade do rio Tocantins, devido as cachoeiras existentes no seu leito, fez com que a aeronáutica passasse a ter interesse na rota tocantina, enviando um representante para negociar com autoridades locais, a construção de uma pista de pouso, sendo inaugurada a 17 de novembro de 1935, com o pouso do monomotor Waco CSOC-27, do Correio Aéreo Militar, pilotado pelo Coronel Lysias Rodrigues. Era prefeito de Marabá o Dr. Francisco de Souza Ramos. Com 460 casas, a maioria construída de palha, Marabá já contava com uma população fixa de 1.500 habitantes.

Inicia-se a garimpagem de diamantes na região, em 1937. No ano seguinte o Estado promulga uma lei que permite o arrendamento de terras devolutas. Em 1939 o Cristal Rocha começa a ser explorado.

É construído o Palacete Augusto Dias (1937-1939) no governo de Augusto de Figueiredo Dias.

Período de 1940 a 1950

Nessa década a população fixa de Marabá era de 2.984 habitantes. Os intendentes foram: José Oscar de Mendonça Vergolino(1939-1943), João Anastácio de Queiroz(1943-1945), Major Bartolomeu de Gonzaga Igreja (1945-1946), Dr. Manoel Pedro de Oliveira (1946 - 48horas), Mário Mazzine (1946), Sérvulo de Ferreira Brito(1947), Alfredo Rodrigues de Monção (1947-1950).

O Tenente Umberto Peregrino, pousando num avião Lockeed, em 1940 registra que esta cidade é um "aglomerado flutuante", não há nenhum vínculo, nenhuma solda à terra. Ao término da safra, esvazia-se.

A estrada de ferro do Tocantins, projetada desde 1875 e que pretendia ligar Tucuruí (chamada na época de Alcobaça) até Araguatins e Tocantinópolis foi concluída com apenas 117 Km, em 1944.

Cresce na região os garimpos de diamantes (1939-1945), mesmo período da Segunda Guerra Mundial, salvando Marabá de uma terrível crise financeira, provocada pela guerra.

Com o surgimento dos Garimpos, vão se formando novos lugarejos: Tauiri, Bagagem, Ipixuna, Samaúma, São Pedro, as vilas de Jacundá (coberta pelo lago de Tucuruí) e Lago Vermelho (atual cidade de Itupiranga).

No bairro São Félix e na vila de Espírito Santo foram fundadas escolas primárias, mantidas pela Fundação de Assistência ao Garimpeiro (FAG), Órgão do Ministério do Trabalho.

Paralelamente aos garimpos de diamantes surge o Cristal de Rocha, explorado em Xambioá, à beira do rio Araguaia.

Em 1945 é publicado o Jornal "Marabá", ocasião que fora instalado, em Marabá, o SESP (Serviço Especial de Saúde Pública), dois anos depois era criado um clube de saúde, que funcionava no prédio do Grupo Escolar.

Os municípios de Itupiranga e Jacundá foram criados em 1947, período em que é publicado o primeiro exemplar de o jornal "A Safra". O município foi instalado a 14 de julho de 1948. Com essa divisão o território de Marabá passa a ser de 46.159 Km2. Uma grande enchente cobriu Marabá, em 1947 destruindo 750 casas.

Marca de 1949 a inauguração do Curso Santa Therezinha, das irmãs dominicanas.

Neste ano 35 pilotos de barcos assinam um manifesto, reivindicando seus direitos.

Período de 1990 a 1998

A população de Marabá é de 138.588 habitantes em 1990, sendo 105.258 na área urbana e 33.330 habitantes na Zona Rural. O prefeito de Marabá era o Dr. Nagib Mutran Neto (1989-1992).

Em 1993, expande-se o número de pequenas propriedades na Zona Rural. Motivo: a chamada Agricultura Familiar.

O número de habitantes de Marabá em 1995 é estimado em 139.440 pessoas. Na época era prefeito o Sr. Haroldo da Costa Bezerra (1993 a 1997), várias obras são construídas.

Em 15 Novembro de 1996, ocorrem eleições municipais; os candidatos são: Dr. Geraldo Veloso, Cristina Mutram e Luis Carlos Pies.

Em 18 de dezembro de 1996, são diplomados o Prefeito eleito Geraldo Mendes de Castro Veloso, o vice Sebastião Miranda e os 17 vereadores eleitos juntamente com seus suplentes.

1º de janeiro de 1997, a população de Marabá é de 147.030 habitantes (censo demográfico - IBGE). Assume a Prefeitura de Marabá o prefeito Geraldo Veloso, o vice Sebastião Miranda Filho, juntamente com seu secretariado,e ainda os 17 vereadores. 8 de março de 1997, o prefeito Geraldo Veloso inaugura a Praça do Pescador, na Marabá Pioneira, o novo espaço de lazer está localizado às margens do rio Tocantins. 12 de outubro de 1997, é inaugurada a praça Osório Pinheiro (Paço Municipal), pelo Prefeito Geraldo Veloso, uma de suas mais importantes obras, entra tantas outras implantadas em sua administração.

O Minitro Extraordinário de Política Fundiária Raul Jungmann visita pela terceira vez Marabá e assina convênios com 11 municípios.

A TAM implanta FOKKER 100 na rota Belém-Brasília com escala em Marabá. TRT - Inaugura Fórum Trabalhista em 1º de maio.

 
Divisão Política
 
Data de criação do Município
  27/02/1913.
Área
  15.157,90 Km2 (IBGE 1995).
Data da instalação
  05/04/1913 (aniversário da cidade).
População - estimada
  1970 = 24.474 habitantes
    1980 = 65.558 + 167%
    1990 = 118.407 + 80%
    1995 = 186.526 + 57 %
    1999 = 200.000 Estimado
     
Localização:
 

Orla Rio Tocantins Orla Rio Tocantins Pôr do sol no Rio Tocantins

Avenida Antônio Maia

Praça Nova Marabá Orla Rio Tocantins durante o dia Parque de exposicão de eventos de Marabá Praça São Francisco
   

 

 
 
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